Race Driver: GRID Review
A espera valeu a pena, Race Driver: Grid é quase tudo que deveria ser, apesar de não entregar um pacote de simulação como as versões antigas de outras franquias da Codemasters, como Toca Race Driver, o resultado final de uma jogabilidade, fisica e gráficos impecáveis agrada muito.
O que você espera de um jogo que tem como temática principal várias corridas ao redor do mundo, várias modalidades diferentes e ao mesmo tempo um sistema de dano e física super realista? a resposta é um dos melhores arcade games dos últimos tempos, com uma pitada de simulação baseada no sistema de danos, que por pouco não vira ator principal na série, que é a velocidade e direção arrojada.
O gamer que se depara com o jogo sente instantaneamente que é exigido uma resposta precisa a cada curva, quase matemática, sobrando pouco para o feeling da pista, nada de simulação, apenas a diversão de pisar de leve no freio e cantar pneus após as curvas, o jogo dificilmente decepciona um fã de corrida arcade. A experiência de controlar seu carro pelas pistas reais, algumas da F1, e várias temáticas, trás ao jogador uma experiência verdadeira de se tornar um piloto de carros, a ilusão é realista, prazeirosa e premia a constância daquele que consegue segurar a potência do carro por mais de 2, 5 ou 7 voltas.
O sistema de danos que a Codemasters implementou para essa nova franquia é muito bem implementada e isso se deve ao realismo com que os carros se chocam na pista, um leve toque no oponente pode ser sentido com facilidade e dificilmente isso tira o controle do carro, porém, com choques mais fortes, o sistema de danos entra em ação e aquilo que seria uma corrida perfeita vira um verdadeiro “Destruction Derby”. Engavetamentos em Grids lotados com mais de 10 carros no modo Online são normais, todos disputam a entrada de uma curva, o inevitável acontece, faz parte da diversão.
O jogo consiste basicamente de pistas em três continentes diferentes, dentre eles EUA, pistas clássicas e conhecidas da Europa como Nurburgring e Spa-Francorchamps, várias pistas temáticas que vão desde corrida em circuitos fechados e em localidades urbanas reais como San Francisco e Detroit. Os carros de Grid são váriados, desde clássicos a modelos atuais, carros de Rua, Circuito e Drift. Um fã do automobilismo não se decepciona nesse aspecto.
No modo online, o player tem a possibilidade de votar na categoria junto com seus amigos dentro das salas, a categoria mais votada é eleita e as pistas das modalidades são previamente selecionadas. O sistema online conta com modos Ranked, Non-Ranked e Private, que são salas privadas e fechadas com senha, útil para uma jogatina entre amigos. Já o modo Ranked e Non-Ranked respectivamente, o Host ou dono da sala é dinâmico, e desconhecidos podem disputar todas as modalidades do jogo atrás de Rank ou apenas diversão.
No modo Single Player, o jogador tem duas opções, seguir Carreira ou disputar partidas de Exibição, podendo escolher qualquer categoria ao seu gosto e disputar em Grids cheios de carros apenas pela diversão.
Conclusão:
Race Driver: Grid é uma experiência nova, a originalidade do jogo e a proposta da Codemasters é muito bem vinda. O conceito de diversão através de um jogo arcade, mas ao mesmo tempo com proposta de física realista agrada muito e eleva a diversão do jogo, sem ser monótono ou repetitivo, a adição de várias categorias trás algo novo para o cenário de jogos de corrida, que deve ser algo repetido no futuro por jogos de outras softhouses e que foi mostrado com maestria pela equipe da Codemasters. Talvez fosse ainda melhor se o jogador pudesse customizar seu veículo como já é feito em vários jogos do mesmo estilo.
Positivo:
- Danos e Física impecáveis.
- Jogabilidade prazeirosa.
- Gráficos.
Negativo:
- Pelo fato de ser um jogo arcade, o uso de volantes é desnecessário, perdendo um pouco do charme e da simulação presente em jogos semelhantes.
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